Craque Neto foi craque mesmo? Veja os números do ídolo do Corinthians
Antes de virar um dos comentaristas mais barulhentos da TV brasileira, Neto foi camisa 10 e ídolo do Corinthians nos anos 1990. Veja os números da carreira, os títulos e por que ele nunca disputou uma Copa do Mundo.
⚡️ Leitura dinâmica
- O quê: Neto foi um dos maiores ídolos da história do Corinthians, camisa 10 do título brasileiro de 1990, hoje mais lembrado como comentarista de TV.
- Quando/onde: jogou profissionalmente dos anos 1980 até o fim dos anos 1990, principalmente por Corinthians, mas também por São Paulo, Palmeiras, Santos e clubes fora do Brasil.
- Como: soma 229 jogos e 80 gols pelo Corinthians, boa parte de falta, além de 26 jogos e 7 gols pela Seleção Brasileira.
- Por quê: apesar dos números, ele ficou fora da lista da Copa de 1990, decisão que rendeu até uma música de protesto do compositor Tom Zé.
Hoje, quando alguém ouve falar em Neto, provavelmente pensa no comentarista de voz alta que discute em programas esportivos na TV. Mas antes de virar essa figura da telinha, ele foi um dos maiores ídolos da história do futebol brasileiro em um clube específico: o Corinthians, onde vestiu a camisa 10 e levantou o primeiro título brasileiro do clube, em 1990. A pergunta que sempre volta é simples: o apelido de "craque" era mesmo merecido, ou é só implicância da torcida rival?
Craque Neto jogou Copa do Mundo?
Não. Apesar de ser um dos destaques do futebol brasileiro no fim dos anos 1980, Neto nunca disputou uma Copa do Mundo. Ele ficou de fora da lista de Sebastião Lazaroni para o Mundial de 1990, na Itália, uma decisão que surpreendeu o país na época e que ele próprio afirma carregar como mágoa até hoje. A ausência foi tão comentada que virou tema de uma música do compositor corintiano Tom Zé, chamada Neto, Craque da Copa, feita justamente em tom de protesto pela falta de convocação. Neto está longe de ser o único grande nome barrado de uma Copa por decisão técnica: o Futemais já reuniu outros casos parecidos em jogadores que nunca jogaram uma Copa do Mundo, mas mereciam.
Os números de Neto pelo Corinthians
Foi no Corinthians que Neto construiu sua fama de ídolo. Somando as duas passagens pelo clube, entre 1989 e 1993 e depois entre 1996 e 1997, ele disputou 229 jogos e marcou 80 gols, boa parte deles de falta, uma das suas principais características em campo. Pelo Timão, o meia foi campeão Brasileiro em 1990, campeão da Supercopa do Brasil em 1991 e campeão Paulista em 1997. Ele também ficou conhecido por marcar gols olímpicos, aqueles feitos direto de escanteio, algo raro no futebol.
Por onde Neto passou antes de virar ídolo
Neto foi revelado pelo Guarani, clube pelo qual foi vice-campeão Paulista em 1988, com direito a um gol de bicicleta na final contra o próprio Corinthians. O desempenho chamou a atenção do Palmeiras, que o contratou naquela mesma temporada. Só em 1989 ele chegou ao Corinthians, onde se firmou como ídolo. Ao longo da carreira, Neto teve a rara marca de ter defendido os quatro grandes clubes de São Paulo, Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Santos, além de passagens por Millonarios, da Colômbia, Atlético Mineiro, Bangu e outros clubes menores, encerrando a carreira ainda na Venezuela.
O que Neto fez pela Seleção Brasileira
Pela Seleção Brasileira, Neto entrou em campo 26 vezes e marcou 7 gols. Ele foi medalha de prata na categoria sub-23 nos Jogos Pan-Americanos de Caracas, em 1983, e medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988. Em 1991, foi vice-campeão da Copa América. Um dos momentos mais lembrados da sua passagem pela Amarelinha aconteceu em 1990, no jogo de despedida dos 50 anos de Pelé, contra uma Seleção do Mundo, quando entrou em campo no lugar do próprio Pelé e marcou o gol brasileiro, de falta, na derrota por 2 a 1.
Juntando os números aos títulos, dá para dizer que o apelido de craque tem fundamento: foram gols decisivos, títulos importantes e uma identificação com a torcida que poucos jogadores da história do Corinthians conseguiram repetir. A Copa do Mundo que faltou continua sendo o grande "e se" da carreira, mas não apaga o que ele construiu dentro de campo antes de virar um dos nomes mais discutidos da televisão brasileira.
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