Foto: Reprodução/Fifa.com

Copa do Mundo de 2026: tudo sobre o Mundial recorde e o bicampeonato da Espanha

Do formato inédito com 48 seleções ao gol de Ferran Torres que deu à Espanha seu segundo título, relembre como foi a Copa do Mundo de 2026 por completo.

Logo Futemais
Redação Futemais
5 min de leitura

⚡️ Leitura dinâmica

  • A Espanha venceu a Argentina por 1 a 0 na prorrogação, gol de Ferran Torres aos 106 minutos, e conquistou seu segundo título mundial.
  • A Copa de 2026 foi a primeira com 48 seleções e a primeira organizada por três países ao mesmo tempo, Estados Unidos, México e Canadá.
  • Kylian Mbappé se tornou o maior artilheiro da história das Copas do Mundo, com 22 gols, superando o recorde de Miroslav Klose.
  • Rodri foi eleito o melhor jogador do torneio, e Messi terminou como vice-campeão, agora empatado com Cafu em número de finais disputadas.

A Copa do Mundo de 2026 terminou como começou: quebrando recordes. Foi o maior Mundial da história, o primeiro dividido entre três países, e terminou com a Espanha erguendo a taça pela segunda vez, 16 anos depois do título inédito de 2010. No meio do caminho, ficaram a queda precoce do Brasil, o adeus de Neymar, a resistência de Messi até os 39 minutos da prorrogação da final, e um artilheiro francês que reescreveu a história da competição.

Este é o resumo de tudo o que aconteceu, do formato inédito ao apito final em Nova Jersey.

Um Mundial de recordes antes mesmo da bola rolar

A edição de 2026 já entrou para a história pelo tamanho: foram 48 seleções, contra 32 nas edições disputadas entre 1998 e 2022, distribuídas em 12 grupos de quatro times, com classificação dos dois primeiros de cada chave mais os oito melhores terceiros colocados. Ao todo, 104 partidas foram disputadas, quase o dobro das 64 da Copa do Catar, com dias de até seis jogos simultâneos, também um recorde.

Foi ainda a primeira Copa da história organizada por três países ao mesmo tempo, Estados Unidos, México e Canadá, somando 16 cidades-sede, com a final marcada para o MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey. A ampliação de vagas também trouxe quatro estreantes absolutos em Copas do Mundo: Cabo Verde, Jordânia, Uzbequistão (a primeira seleção da Ásia Central a chegar à fase final) e Curaçao, o menor país em população a se classificar para um Mundial.

A queda do Brasil e o fim de um ciclo

Para o torcedor brasileiro, o Mundial de 2026 ficará marcado pela eliminação nas oitavas de final, para a Noruega de Erling Haaland, e pela cena de Neymar deixando o gramado emocionado, sinalizando o fim de seu ciclo pela Seleção. O episódio reacendeu uma discussão que já vinha do ciclo anterior: quem assume o protagonismo de um time que, por anos, dependeu demais de um único nome. O Futemais já tratou desse tema em detalhe em Copa 2026 e a geração pós-Neymar: quem carrega a expectativa do Brasil.

A caminhada de Messi rumo à terceira final

Do outro lado do continente, a Argentina de Lionel Messi fez uma campanha para ficar na memória, mesmo sem o título. Nas oitavas, contra o Egito, Messi marcou e comandou a virada da equipe. Na semifinal, em Atlanta, a Argentina saiu atrás no placar, sofrendo o gol de Anthony Gordon aos 10 minutos do segundo tempo, e só garantiu a vaga na decisão nos acréscimos, com gols de Enzo Fernández e Lautaro Martínez, batendo a Inglaterra por 2 a 1. Foi mais um capítulo de uma rivalidade que atravessa décadas e que o Futemais já contou em De onde vem a rivalidade entre Argentina e Inglaterra no futebol.

Messi terminou o torneio com 8 gols e 4 assistências em 7 jogos, e foi o único jogador a marcar em todas as partidas disputadas pela Argentina na competição. Chegou à sua terceira final de Copa do Mundo, empatando com Cafu como o jogador com mais finais disputadas na história da competição (2014, 2022 e 2026), mas dessa vez sem repetir o título de 2022.

A campanha da Espanha, favorita que confirmou o favoritismo

Do lado espanhol, a campanha reforçou uma transformação que já vinha de anos: a seleção que demorou 76 anos para vencer sua primeira Copa, em 2010, agora chegava como uma das favoritas ao bicampeonato, história que o Futemais reconstruiu em Por que a Espanha demorou 76 anos para ganhar sua primeira Copa do Mundo. Na semifinal, a Espanha bateu a França por 2 a 0, com gols de pênalti de Mikel Oyarzabal e de Pedro Porro, garantindo vaga na decisão contra a Argentina.

💡 Curiosidade

Antes mesmo da bola rolar na final, o videogame EA FC 26 já havia "acertado" o resultado: a simulação do jogo apontava a Espanha como campeã, e foi a quinta vez seguida que a franquia previu corretamente o vencedor de uma Copa do Mundo em sua simulação oficial.

A decisão: prorrogação, nervos e o gol de Ferran Torres

A final, disputada em 19 de julho no MetLife Stadium, foi decidida apenas na prorrogação. Depois de um 0 a 0 no tempo normal, a Espanha chegou ao gol logo no primeiro minuto do segundo tempo extra, aos 106 minutos: Pedro Porro lançou para Nico Williams, que ajeitou para Ferran Torres finalizar de primeira, cruzado, sem chances para o goleiro argentino Emiliano "Dibu" Martínez. Foi o único gol da partida e o suficiente para garantir à Espanha seu segundo título mundial, o primeiro desde 2010.

A conquista também colocou a seleção espanhola em um patamar raro: ao lado do Mundial de 2026, a Espanha já acumulava o título da Eurocopa de 2024 (2 a 1 sobre a Inglaterra, o tetracampeonato europeu) e o ouro olímpico de Paris 2024 (5 a 3 sobre a França, na prorrogação), reunindo os três principais troféus do futebol masculino em um intervalo de apenas dois anos.

A disputa de terceiro lugar e o recorde histórico de Mbappé

Um dia antes da final, em Miami, Inglaterra e França protagonizaram a disputa de terceiro lugar mais movimentada em décadas: a Inglaterra venceu por 6 a 4, com três gols de Bukayo Saka, além de Declan Rice, Ezri Konsa e Jude Bellingham. A França, que chegou a perder por 4 a 0 no intervalo, buscou reação no segundo tempo com gols de Kylian Mbappé (duas vezes), Ousmane Dembélé e Bradley Barcola, mas não evitou a derrota. Foi a primeira medalha de bronze da história da Inglaterra em Copas do Mundo, depois de duas outras derrotas em disputas de terceiro lugar.

Para Mbappé, porém, o resultado teve um lado individual histórico: os dois gols na partida o levaram a 22 gols em Copas do Mundo, tornando-o o maior artilheiro da história da competição, superando o alemão Miroslav Klose.

Os prêmios individuais do torneio

Encerrada a Copa, a FIFA anunciou os principais prêmios individuais da edição de 2026:

  • Chuteira de Ouro (artilheiro): Kylian Mbappé, França
  • Bola de Ouro (melhor jogador): Rodri, Espanha
  • Bola de Prata: Lionel Messi, Argentina
  • Luva de Ouro (melhor goleiro): Unai Simón, Espanha
  • Melhor jovem jogador: Pau Cubarsí, Espanha

A presença de três espanhóis entre os principais prêmios individuais, somada ao título, reforça a leitura de que a campanha de 2026 não foi construída em torno de uma única estrela, mas de um time coletivamente dominante, do gol de Unai Simón à zaga de Cubarsí, passando pelo meio-campo de Rodri.

O que fica da Copa de 2026

Passada a decisão, a Copa do Mundo de 2026 deixa um retrato de transição para várias seleções. Para o Brasil, a certeza de que a era pós-Neymar já começou, com Vinícius Júnior, Rodrygo e Endrick assumindo responsabilidades maiores. Para a Argentina, uma terceira final histórica para Messi, ainda que sem o bicampeonato pessoal. E para a Espanha, a confirmação de que o título de 2010 não foi um raio isolado, mas o início de uma das gerações mais vitoriosas do futebol europeu, agora dona de Copa do Mundo, Eurocopa e ouro olímpico ao mesmo tempo.

Com informações de Fifa.com, CNN Brasil e ESPN.

Compartilhar

Continue lendo

Anuncie aqui

Seja um parceiro Futemais

Sua marca visualizada por milhares de amantes do futebol todos os dias, na newsletter, no blog e nas redes sociais.