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Os 10 melhores jogadores de futebol de todos os tempos

Pelé, Maradona, Messi, Cristiano Ronaldo, Cruyff e mais cinco no topo, além de vinte menções honrosas e as respostas para as dúvidas mais comuns sobre a maior discussão do futebol.

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Redação Futemais
6 min de leitura

⚡️ Leitura dinâmica

  • A lista traz dez nomes no topo, encabeçados por Pelé, único jogador com três títulos de Copa do Mundo.
  • Messi é o recordista absoluto de Bolas de Ouro, com oito, contra cinco de Cristiano Ronaldo, a última dele em 2017.
  • Di Stéfano aparece no top 10 mesmo sem nunca ter disputado uma Copa do Mundo, por causa das cinco primeiras Copas dos Campeões da Europa com o Real Madrid.
  • Vinte menções honrosas completam o texto, de Puskás e Garrincha a Yashin, Baresi e Kaká.
  • Entre os trinta citados há apenas dois goleiros e três defensores, reflexo de como prêmios individuais medem o que é fácil de contar.

Toda lista de melhores jogadores da história é discutível por natureza, e é justamente aí que está a graça. Comparar craques de eras diferentes envolve pesar títulos, impacto no jogo, longevidade e influência sobre quem veio depois, sem que exista uma fórmula fechada.

Esta é a lista do Futemais, com dez nomes no topo e outras vinte menções honrosas, mais um bloco final com as dúvidas mais comuns sobre o assunto.

1. Pelé (Brasil)

Único jogador a conquistar três Copas do Mundo, em 1958, 1962 e 1970. Estreou em Mundial aos 17 anos e marcou na final. Passou praticamente a carreira inteira no Santos, e a contagem pessoal de gols dele, superior a 1.280, inclui amistosos e jogos de exibição, critério que também alimenta a discussão em torno dos mil gols de Romário.

2. Diego Maradona (Argentina)

Campeão do mundo em 1986, numa Copa em que carregou a Argentina praticamente sozinho. No mesmo jogo contra a Inglaterra fez a Mão de Deus e o gol eleito o mais bonito da história dos Mundiais. Levou o Napoli a dois títulos italianos, feito que o clube não repetiria por décadas.

3. Lionel Messi (Argentina)

Recordista absoluto de Bolas de Ouro, com oito. Maior artilheiro da história do Barcelona e da seleção argentina, campeão mundial em 2022 e vencedor de praticamente tudo que era possível vencer em clubes e seleção.

4. Cristiano Ronaldo (Portugal)

Cinco Bolas de Ouro e maior artilheiro da história da Liga dos Campeões. Venceu campeonatos em Inglaterra, Espanha e Itália, e levou Portugal ao título da Eurocopa de 2016. É o exemplo mais completo de longevidade em alto nível que o futebol produziu.

5. Johan Cruyff (Holanda)

Três Bolas de Ouro e o principal nome do Carrossel Holandês, o time que apresentou ao mundo o futebol total. Como técnico, redesenhou o Barcelona e criou a base do que viria a ser o estilo da casa, o que faz dele um dos poucos que mudou o jogo duas vezes.

6. Zinedine Zidane (França)

Campeão do mundo em 1998 e da Eurocopa em 2000. Autor de um dos gols mais bonitos de final de Champions League, pelo Real Madrid, e protagonista de um dos episódios mais discutidos da história das Copas, na final de 2006.

7. Ronaldo Nazário (Brasil)

Duas Bolas de Ouro e campeão do mundo em 1994 e 2002, quando foi artilheiro do torneio. Reinventou a função de centroavante com velocidade e drible, e voltou ao topo depois de lesões graves de joelho que encerrariam a carreira da maioria, além do episódio da final de 1998.

8. Michel Platini (França)

Três Bolas de Ouro consecutivas, entre 1983 e 1985. Comandou a França campeã da Eurocopa de 1984, torneio em que marcou nove gols em cinco jogos, e foi peça central da Juventus na mesma década.

9. Franz Beckenbauer (Alemanha)

Campeão do mundo como jogador, em 1974, e como técnico, em 1990. Criou a função moderna de líbero, o zagueiro que sai jogando e comanda a linha, e ganhou duas Bolas de Ouro, algo raríssimo para um defensor.

10. Alfredo Di Stéfano (Argentina e Espanha)

Motor do Real Madrid que venceu as cinco primeiras edições da Copa dos Campeões da Europa, entre 1956 e 1960. Jogava em todas as posições do campo numa época em que isso era inconcebível. Nunca disputou uma Copa do Mundo, o que o coloca ao lado de outros grandes nomes que ficaram de fora.

Mais 20 craques que também marcaram a história

A lista abaixo não é uma classificação, é uma homenagem. São jogadores que, por qualquer critério razoável, brigariam por vaga no top 10.

  • Ferenc Puskás (Hungria e Espanha): mais de 500 gols e líder da Máquina Húngara dos anos 1950.
  • Garrincha (Brasil): um dos maiores dribladores de todos os tempos, decisivo nas Copas de 1958 e 1962.
  • Xavi Hernández (Espanha): o maestro do Barcelona e da Espanha que dominaram o futebol entre 2008 e 2012.
  • Andrés Iniesta (Espanha): autor do gol do título espanhol na Copa de 2010.
  • George Best (Irlanda do Norte): ícone do Manchester United, driblador genial e um dos primeiros astros pop do futebol.
  • Paolo Maldini (Itália): sinônimo de consistência e lealdade em duas décadas de Milan e seleção italiana.
  • Roberto Baggio (Itália): o Divino Rabo de Cavalo, decisivo na Copa de 1994 até o pênalti perdido na final.
  • Ronaldinho Gaúcho (Brasil): encantou o mundo no Barcelona e na seleção, e tem história de sobra fora de campo também.
  • Lothar Matthäus (Alemanha): capitão da Alemanha campeã em 1990 e um dos jogadores mais completos que já existiram.
  • Bobby Charlton (Inglaterra): campeão do mundo em 1966 e referência absoluta do Manchester United.
  • Romário (Brasil): peça central do tetra em 1994 e um dos finalizadores mais letais da história.
  • Thierry Henry (França): campeão do mundo em 1998, da Euro 2000, e um dos maiores atacantes que a Premier League já viu.
  • Zico (Brasil): o Galinho de Quintino, maior ídolo da história do Flamengo e um dos melhores cobradores de falta de todos os tempos.
  • Lev Yashin (União Soviética): o único goleiro a ganhar uma Bola de Ouro, em 1963.
  • Marco van Basten (Holanda): três Bolas de Ouro e autor do voleio que decidiu a Euro de 1988.
  • Rivaldo (Brasil): campeão do mundo em 2002 e melhor do mundo em 1999, com folga na votação.
  • Franco Baresi (Itália): a âncora da defesa mais copiada da história, no Milan de Sacchi, e capitão por quinze temporadas.
  • Dino Zoff (Itália): capitão da Itália campeã do mundo em 1982, aos 40 anos.
  • Eusébio (Portugal): a Pantera Negra, artilheiro da Copa de 1966 e maior nome da história portuguesa antes de Cristiano.
  • Kaká (Brasil): Bola de Ouro em 2007, o último a interromper a hegemonia de Messi e Cristiano no prêmio.
💡 Curiosidade

Entre os trinta nomes desta matéria, apenas dois são goleiros e apenas três são defensores. Não é descuido da lista, é como o futebol enxerga a si mesmo: prêmio individual recompensa o que é fácil de contar, e gol é fácil de contar. É a mesma assimetria que explica por que só um goleiro venceu a Bola de Ouro em quase setenta anos.

Perguntas frequentes

Quem é considerado o melhor jogador de todos os tempos?

Não há consenso, e provavelmente nunca haverá. Pelé é o mais citado historicamente, por conta dos três títulos mundiais, marca que nenhum outro jogador alcançou. Maradona, Messi e Cristiano Ronaldo aparecem no topo da maioria das listas modernas, com critérios diferentes favorecendo cada um.

Qual jogador marcou mais gols em Copas do Mundo?

Ronaldo Nazário deteve o recorde com 15 gols até ser superado pelo alemão Miroslav Klose, que chegou a 16 em 2014.

Quantas Bolas de Ouro têm Messi e Cristiano Ronaldo?

Messi tem oito, recorde absoluto da premiação. Cristiano Ronaldo tem cinco, a última delas em 2017.

Por que quase não aparecem goleiros e zagueiros nessas listas?

Porque prêmios individuais medem o que é contável, e defesa não gera estatística comparável a gol. O goleiro costuma ser lembrado pelo erro, e o atacante pelo acerto, uma assimetria estrutural do esporte.

Di Stéfano jogou Copa do Mundo?

Não. Apesar de ter defendido Argentina e Espanha, nunca disputou um Mundial, o que é frequentemente usado como argumento por quem o coloca mais abaixo nas listas.

Por que essas listas nunca acabam

Comparar Pelé e Messi é comparar futebóis diferentes, com gramados, bolas, calendários, preparação física e regras diferentes. Um jogava numa época em que o zagueiro podia agredir sem cartão, o outro numa em que cada lance é revisado em câmera lenta.

Por isso a discussão sobrevive: ela não tem resposta técnica, tem resposta afetiva. E é isso que a mantém viva em mesa de bar há mais de meio século.

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